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Empossado pela segunda vez, Augusto Aras diz que PGR não é instrumento político

Em seu discurso, Aras disse que n√£o cabe ao Minist√©rio P√ļblico "atacar passionalmente" indiv√≠duos, institui√ß√Ķes, empresas ou agentes pol√≠ticos

Por Welton Ferreira (Redação) em 23/09/2021 às 21:32:11

Com uma contundente defesa do primeiro mandato, Augusto Aras tomou posse nesta quinta-feira (23) para mais dois anos à frente da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Em claro recado aos advers√°rios do Pal√°cio do Planalto que exigem a√ß√£o contra condutas do presidente Jair Bolsonaro, ele afirmou que "a caneta do procurador-geral da República n√£o ser√° instrumento de peleja política, menos ainda de persegui√ß√£o".

A cerimônia de posse ocorreu no Pal√°cio do Planalto. Em quarentena após o desembarque dos Estados Unidos, Bolsonaro acompanhou a solenidade por vídeoconfer√™ncia.

"O autocontrole coíbe eventual e indevida milit√Ęncia partid√°ria ou eventualmente ideológica que por ventura prejudique a imparcialidade com que devemos atuar", disse Aras.

"A autoconten√ß√£o ainda favorece o discernimento entre o combate à criminalidade na política e a criminaliza√ß√£o de atos políticos, distor√ß√£o que parte de uma incompreens√£o dos que deixaram de perceber a política como atividade que diz respeito sobretudo à resolu√ß√£o dos conflitos coletivos."

Nos últimos meses, Aras foi acusado por partidos de oposi√ß√£o de atuar alinhado aos interesses da administra√ß√£o Bolsonaro, sendo cobrado a investigar a conduta do presidente tanto em rela√ß√£o ao enfrentamento da pandemia quanto em rela√ß√£o aos ataques a institui√ß√Ķes como o STF (Supremo Tribunal Federal).

Apesar das críticas, ele teve a recondu√ß√£o aprovada no Senado por ampla maioria, com os votos inclusive da oposi√ß√£o, após uma sabatina que n√£o lhe impôs dificuldades.

Em seu discurso, Aras disse que n√£o cabe ao Ministério Público "atacar passionalmente" indivíduos, institui√ß√Ķes, empresas ou agentes políticos.

O enfrentamento à corrup√ß√£o requer investiga√ß√£o e metodologia científica pois sua finalidade n√£o é destruir reputa√ß√Ķes, empresas nem carreiras, mas proteger bens jurídicos", disse o procurador-geral, em trecho endere√ßado aos apoiadores da Opera√ß√£o Lava Jato.

A postura crítica de Aras em rela√ß√£o à Lava Jato foi um dos motivos que contribuiu para a divis√£o interna no Ministério Público Federal, principalmente no ano passado. O procurador-geral pregou a supera√ß√£o dos conflitos internos.

"Buscamos unir o Ministério Público brasileiro em um só, defendendo as pautas da democracia, da ordem jurídica e dos direitos e garantias", disse.

Fonte: Folhapress

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